Ódio à poesia

8 de abr de 2009












eu odeio a poesia
dama esnobe que desdenha o que dou:
meu esforço
que não vale a pena
nem a tinta

eu odeio a poesia
que me revela quando eu me oculto
não há um canto escuro
onde eu possa esconder
o que sinta

odeio essa busca
pelas palavras que não vêm
odeio-te
com o mais profundo amor
que eu poderia odiar alguém.

6 comentário(s):

Ariane Rodrigues disse...

e odiei esse teu poema
porque hoje minha alma encena

fingindo ódio ou torpor
àquele digno de muito amor

e a ambiguidade que dou nesses versos
condiz muito bem aos teus incertos

pois a eles convém a traição íntima
de quem tenta rimar o que não rima

de quem tenta dar desculpas
para esconder as amarguras

o que fica então é o versado ódio
senão máscara de amor óbvio

james p. disse...

Quisera ser poeta para poetar assim.Estupendo!Abraços do james.

Wesley Viana disse...

Ariane, me sinto honrado com tão profundo comentário em forma de poema. Seu talneto é inesgotável. Um abraço do tamanho do mundo.

Wesley Viana disse...

Valeu mais uma vez, James.

KaJu disse...

Obrigada pelo elogio e a visita ao meu blog!
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GANDALF® disse...

POIS!

EU TAMBEM A ODEIO
LONGE OU PERTO
ELA ME FAZ EXPOR, PERMEIO
O QUE ME HÁ DE INCERTO.

MAS AMO QUE A ESCREVE
COM A PENA DO CORAÇÃO
DA QUAL O TEMPO NÃO PRESCREVE
TAL MOMENTO DE REFLEXÃO

PASSEI POR ACASO AQUI E GOSTEI DO QUE LI..


PARABÉNS PELO POEMA...

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