Efeito

26 de jun de 2008













Um homem levanta a mão e colhe uma estrela.
Ela lhe queima os dedos.
As cores fogem do arco-íris e vão morar nas flores.
As flores morrem.
O rio bebe sua própria água para matar a sede.
E então sente fome.
A primavera beija o sol ardentemente na fronte.
E sua boca arde.
Escrevo o infinito com tinta cor-de-vida.
E a tristeza some.

1 comentário(s):

Wellington Srbek disse...

Gostei muito do "efeito" poético, Wesley!